segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mediadora da Leitura

A Professora Jaqueline, Regente-voluntária da nossa biblioteca está participando do curso Tessituras - Formação de Mediadores para Programas de Leitura, promovido em parceria pela Câmara Rio-Grandense do Livro, UFRGS e Paulinas Livraria. O curso é destinado aos educadores, bibliotecários e outros mediadores de leitura vinculados a programas de leitura ou à rede pública de ensino. Os participantes receberão certificado da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

sábado, 22 de maio de 2010

Amigos do Livro

Foi com muita alegria que, durante minhas andanças a trabalho, visitei a Biblioteca Comunitária Amigos do Livro, em Taquara, RS.
Estava acompanhando o Secretário Estadual de Educação, Prof. Ervino Deon, em um evento em Taquara e conheci o Roberto Sampaio, um entusiasmado pelos livros que começou a montar uma biblioteca quando ainda era uma criança.Hoje a Amigos do Livro conta com um acervo de mais de 20 mil livros e está instalada em uma sede própria, aquirida com a conquista do Prêmio Fato Literário.Que bom que existem pessoas como o Roberto, que nos mostram que aqui na Biblioteca Comunitária da Acogeu estamos fazendo a coisa certa. Um abraço aos Amigos do Livro.

José Renato Reis

sábado, 24 de abril de 2010

Palestra do Juremir








A palestra do escritor Juremir Machado da Silva foi um sucesso. Vieram alunos do EJA da Escola Carlos Wilckens. O Juremir escreveu uma crônica especialmente para este encontro, e gentilmente nos autorizou a publicá-la. (originalmente publicada em seu blog, http://www.correiodopovo.com.br/):

Dia do Índio

Literatura é conversa de bar.
É preciso ter a mesma paixão pela coisa, passar algumas noites acordado jogando conversa fora, delirando, sonhando, seduzindo e se distraindo. Aprende-se muito com isso. Aprende-se mais na medida em que não se tem a intenção de aprender. É como um jogo.
A gente vai jogando. E ganhando.
Ganha até quando perde.
Se for em bingo proibido, ganhar horas numa delegacia.
Literatura é papo de todo dia. Nada de formalidade.
Muda-se uma letra e tudo se transforma. Passa-se de uma letra minúscula para uma maiúscula e tudo ganha outra dimensão.
Querem ver?
Troca-se um artigo masculino por um artigo feminino e as coisas mudam de sentido, de importância e, claro, de sexo.
Ontem, por exemplo, foi dia do índio.
Pensaram nisso?
Fizeram algo pelo índio?
Falaram com o índio? Lembraram do índio? Pediram desculpas ao índio pelo que devemos a ele? Brincaram com o índio?
Ontem, foi também dia do livro. Todo dia é dia do livro., cuja data oficial de comemoração é 23 de abril.
Mas pouca gente abriu um livro para dar uma espiada.
Tem gente que acha que ler é programa de índio.
Papo furado. Ler é fazer parte de uma tribo. A tribo dos que sentem prazer vivendo grandes aventuras sem sair do lugar.
Pobre do livro. Ficou jogado de lado. Até parecia um índio. O índio acha que não vale nada nesta sociedade que desrespeita as minorias. O livro vale muito. Custa caro.
Dia do livro e do índio é um dia importante.
Mas o Índio não se deu bem.
Desde 1500 que índio se dá mal no Brasil.
Foram escravizados, exterminados e confinados em reservas.
Depois, começaram a tomar-lhes as reservas.
Índio quer apito, mas não apita nada.
Ontem, o Índio, justamente no dia do índio, foi parar no hospital.
No Hospital Cristo Redentor.
Chegou cortado. Sangrando. Ferido.
Vermelho.
Pobre do Índio.
Teve medo de morrer.
Também pudera, ele se arriscou muito, viveu uma aventura terrível, expôs-se a um perigo extraordinário.
Caiu de um pufe.
É muito perigoso ter pufe em casa.
Eu não tenho.
Também não tenho copo de vidro.
É perigoso demais cair do pufe com um copo de vidro na mão.
A gente pode se cortar.
Pode até morrer.
Faço como o cara que não tem mais sofá em casa.
Acontece que ele flagrou a mulher dele com outro no sofá.
Mandou o sofá embora e nunca mais teve esse problema.
Eu sou a favor de soluções como essa.
Na vida, é preciso ter pegada. Ter atitude.
Não admito traição. Mando o sofá embora.
O problema do índio começou com a chegada de Cabral, em 22 de abril de 1500. Depois de um tempão na seca, no meio do mar, os marinheiros portugueses saltaram para a terra firme e caíram em cima das índias com muita sede. Nem fio-dental elas usavam.
Continuam não usando, o que provoca muita cárie.
Mais recentemente, o Índio teve um problema ainda mais grave. Levou um drible do Ronaldo Gordo que lhe entortou a cintura.
Depois de Cabral e do Gordo, o Índio nunca mais foi o mesmo.
Entrou em crise. Está ameaçado de exterminação. Quer dizer, de aposentadoria. Do fim do ano, não passa.
Há muitas especulações sobre o problema do Índio.
Uns acreditam que ele se cortou em casa.
Outros, dizem que ele se cortou jogando dominó com cinco amigas.
Dominó, como todos sabem desde a época dos dinossauros, é um dos jogos mais perigosos do mundo.
Quase tão perigoso quanto jogo de botão e bocha.
Uma vez, o botão de camisa que servia de bola no jogo de botão entrou no olho de um amigo meu, que quase ficou cego.
Mas, sem dúvida, o domínó é mais perigoso.
Pode-se pisar nas pecinhas espalhadas no chão, cair do pufe em cima de um copo de vidro, rasgar uma artéria e parar no hospital. O domínio deve ser proibido para jogadores de futebol.
As más línguas dizem que Índio não estava jogando dominó, mas brincando no Dominó. Ou seria na Dominó?
Tem uma boate em Porto Alegre que se chama Dominó.
É um lugar muito perigoso. Pode-se escorregar facilmente.
Há muitos copos e pufes na Dominó. Os copos não param cheios.
Quanto mais são esvaziados, mas perigosos ficam.
E mais altos ficam os pufes.
Parece que são muitos os casos de índios que caíram de pufes na Dominó e foram parar no hospital carregados por cinco amigas.
Acho que tudo isso é literatura.
Nunca estive na Dominó.
Cair de um pufe na ou no Dominó e parar no hospital só pode ser programa de índio.
Ou coisa de livro.
Dever ser ficção. Ou conversa de bar.
Um índio velho do tamanho do Índio, acostumado a pegar atacante no braço, não ia se machucar caindo de um pufe.
Uma coisa, porém, é certa: o dia do índio não foi dia do Índio.

Aniversário da biblioteca





Hoje o pessoal do Conversas Filosóficas veio fazer a distribuição de livros, dentro do projeto Livro Livre. Em menos de uma hora foram distribuídos cerca de 300 livros.

sábado, 20 de março de 2010

Livro Livre

A 1ª Liberação de Livros do Conversas Filosóficas acontecerá no sábado, 24/04/10, às 10h, nas imediações da Biblioteca Comunitária da Acogeu, no Bairro Granja Esperança, que fica próximo à Escola Granja Esperança e ao CTG Sinuelo da Amizade.
A função acontece assim: em alguns locais serão deixados livros, que terão um bilhete dizendo: ESTE É UM LIVRO LIVRE. DEPOIS DE LIDO, DEVE SER PASSADO ADIANTE, PARA QUE OUTRAS PESSOAS TENHAM ACESSO A SUA LEITURA.

A idéia do Livro Livre já existe no Brasil há algum tempo, inspirada em algo semelhante que ocorre nos EUA. É uma forma de estimular as pessoas a deixarem livros abandonados, em locais públicos, para que outros os encontrem, leiam e voltem a liberá-los, para que continuem circulando de mão em mão.
Aqui em Cachoeirinha a iniciativa do Livro Livre é do pessoal do Conversas Filosóficas e integra a programação da Semana do Livro, realizada em parceria com a Câmara Riograndense do Livro. Saiba mais sobre o Conversas Filosóficas no blog: http://conversasemrede.blogspot.com

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vem ai a Semana do Livro 2010

Em abril, durante a Semana do Livro, estaremos recebendo o escritor e jornalista Juremir Machado da Silva para um bate-papo com os moradores do bairro. Será dia 20/04/10, às 19h, na sede da ACOGEU.
A Semana do Livro é uma promoção da Câmara Riograndense do Livro e conta com o apoio do pessoal do Conversas Filosóficas, aqui de Cachoeirinha.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um brasileiro de verdade

Neste último domingo o Brasil perdeu um apaixonado pelos livros, o bibliógrafo José Mindlin, guardião dos livros como ele mesmo se intitulava.
José Mindlin foi empresário do ramo automotivo e durante a ditadura militar, nos anos 70, negou-se a colaborar com os órgãos de tortura. Durante sua vida ele formou a mais importante biblioteca particular do Brasil, com mais de 45 mil livros, especialmente os raros, como primeiras edições e até mesmo originais manuscritos. Seu acervo foi doado a USP e está sendo digitalizado e terá acesso gratuito pela internet.
Os livros ficaram órfãos e o Brasil perdeu um brasileiro de verdade.